Desde quando era criança minha mãe dizia que eu tinha um tempo um pouco diferente das outras crianças com quem convivia.
Muitas vezes enquanto todos estavam correndo, brincando de pique-esconde, pique-pega, eu ficava ali quieta num canto, só observando, ou brincando com uma boneca. Eu não entendia isso como ser diferente.
Lembro também que adorava desenhar. Mas meus desenhos não tinham a pretensão de serem artísticos. Na verdade eles representavam um mundo construído a cada página. Sempre tinha um enredo, uma trama que ia se configurando. Eu podia passar horas ali, em páginas e páginas de desenho, de histórias, de um mundo inventado em cada risco.
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