segunda-feira, 22 de junho de 2009

poesia de criança

Minha linda filha Flora queria começar uma amizade com a vizinha.
Fez um aviãozinho de papel e jogou no seu quintal dizendo: Oi!
Mas a vizinha não repondeu.
Então eu disse que ela poderia ir lá e dizer oi pessoalmente.
Ela disse que é mais poético mandar um aviãzinho, e que se um dia elas virassem grandes amigas, teriam uma linda história pra contar.

sobre o vôo perdido, o violão e as coisas que se sucedem

Estava feliz, pois afinal saí de casa com folga e chegaria antes da hora no aeroporto.
Me dirigi ao guichê para fazer o check in, eu, minha irmã, minha filha e minha sobrinha (mas só eu ia viajar mesmo).
- Documentos por favor!
- Claro, respondi com a tranquilidade de quem está em dia com a lei.
Abri a carteira e nada! Revirei bolsos, e nada!A bolsa, e nada!A mala, e nada!
Parecíamos um grupo de retirantes, com sacola, necessaire, roupas, tudo fora da mala, em busca da identidade perdida.
Depois de constatar que ela realmente não estava ali, retornei ao guichê já fraca e sem aquela alegria inicial, e ouvi da atedente que só viajaria com identidade e que ela não poderia fazer nada.
O embarque estava quase encerrando, quando tive a idéia de fazer um BO na Polícia.
Corri, fiz o boletim e no meio de tudo isso era Flora pra lá , Maria pra cá..afffff
Consegui, mas não dava mais pra embarcar nesse vôo. Teria que esperar o próximo.
E de repente achando que tudo estava resolvido lembrei do meu violão.
O violão??Alguém pegou meu violão.
Respirei fundo e pensei por que Deus me havia feito uma pessoa tão calma.
Ah, fosse eu como minha amiga Bárbara e já não estaria mais aqui nesse plano!!
Afinal encarar toda sorte de esquecimentos e distrações, só com essa calma atípica, típica de quem vive no mundo da Lu(a).
No fim das contas encontrei meu violão e dias depois a identidade, que havia ficado no caixa do banco quando fui buscar meu novo cartão.
Aquele que achei que tinha sido clonado, lembra?

sábado, 20 de junho de 2009

próxima estação "Ana Rosa"

O quê????????
O livro tava tão bom que passaram três estações da minha e eu nem percebi!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A voada!!!!!

Entrei no embarque e fiquei esperando meu vôo ser chamado. O que eu não havia percebido era que aquele portão estava vazio demais. Que não havia nenhum dos que iam comigo por ali e que todos os outros presentes tinham bilhetes diferentes do meu. Mas nem tudo isso foi suficiente.
E fiquei ali sentada, absorta em meus pensamentos, olhando para todos e tudos (como diria Flora) e não vendo nada.
Depois de um certo tempo me dei conta que havia passado o horário do embarque, e aí somente neste instante, resolvi pedir informação.
“Senhora, este vôo acabou de decolar”
O quêeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeêêêê????????
Me senti pequenininha, impotente, avoada, lerda.....que merda...por que viver no mundo da Lua também tem seu preço.
E olha que este foi apenas o primeiro vôo perdido.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O melhor lugar do mundo....

...é aqui e agora!

Que bom que não sou só eu

Acho que minha amiga Tati também é desse mundo.
Passávamos horas discutindo assuntos que para nós eram normais, mas talvez para alguns outros, não.
Numa tarde começamos a discutir uma matéria que saiu no jornal do dia anterior, sobre um homem que havia comido o amigo com feijão. Parece algo bem bizarro, mas tava lá.
Nós duas entramos numa banca de revista e começamos a discutir sobre esse fato, durante muito tempo e de uma forma já um pouco, diria, exaltada.
Até que numa dessas exaltações eu disse: “então você acha que é psicologicamente justificável o fato de um amigo comer o outro com feijão?”
Nesse momento paramos, olhamos para os lados e percebemos que a banca inteira nos olhava perplexa.
Saímos de lá, sentamos num boeiro e rimos o resto da tarde.

terça-feira, 31 de março de 2009

não é justo!

só porque refoguei pepino pensando que era abobrinha!

Autoclonagem

Tirei um extrato do banco e percebi inúmeros saques realizados no dia 25 de fevereiro. Olhei, reolhei, olhei de novo...pensei, pensei e concluí: "não, não fui eu quem sacou esse dinheiro. Não mesmo!" disse com toda a convicção de uma pessoa desatenta.
Cheguei no hotel e liguei pro Banco. Estava convencida de que meu cartão havia sido clonado.
- Pode cancelar o cartão senhora?"
- Cancela! afirmei mais uma vez com toda convicção de uma pessoa distraída.
Na segunda-feira me dirigi ao banco e fui questionar os saques realizados, certa de que em breve eu teria todo meu dinheiro de volta na minha conta.
Aí eu te pergunto:
- Você sabia que em feriados todos os saques realizados só aparecem no próximo dia útil?
Eu não sabia.
Então era eu mesma, euzinha que havia clonado meu cartão!!!!!!!

é tudo amarelo!!!

Um dia tava entrando no embarque do aeroporto e entreguei meu extrato do banco em vez da passagem....

o tempo do tempo

As vezes fixava os olhos no vazio e ficava por um bom tempo olhando para o nada

Pequenininha

Desde quando era criança minha mãe dizia que eu tinha um tempo um pouco diferente das outras crianças com quem convivia.
Muitas vezes enquanto todos estavam correndo, brincando de pique-esconde, pique-pega, eu ficava ali quieta num canto, só observando, ou brincando com uma boneca. Eu não entendia isso como ser diferente.
Lembro também que adorava desenhar. Mas meus desenhos não tinham a pretensão de serem artísticos. Na verdade eles representavam um mundo construído a cada página. Sempre tinha um enredo, uma trama que ia se configurando. Eu podia passar horas ali, em páginas e páginas de desenho, de histórias, de um mundo inventado em cada risco.

No mundo da Lu(a)

Existem pessoas que são um pouco mais avoadas que outras, que as vezes passam mais tempo no mundo de lá que no daqui. Passam horas do dia absortas em seus pensamentos construídos durante as outras horas em que caladas, observam o mundo.

As vezes esses seres tem dificuldades com horários, com prazos, de uma certa forma, com o tempo. Esse tempo que nos regulas e muitas vezes nos obriga a ignorar o nosso tempo interno, para viver no tempo do mundo, digamos real.

Essas criaturas que muitas vezes incompreendidas são chamadas de “avoadas”, “lerdas”, “desligadas” e mais um montão de adjetivos que existem por aí.

Se você parece com essa pessoa, ou tem alguém que parece, ou mesmo quer conhecer um pouco sobre essas pessoas que vivem no mundo da Lu(a), se aprochegue....